Berlin, Berlim
Ne segunda metade da década de 80, as Berlins, separadas pelo muro, ainda dividiam famílias e amigos, mas era só um obstáculo. Viver além dos limites era o grande desafio. Nesse cenário, num mundo cheio de contradições, algumas esperanças mínimas surgiam entre as rachaduras. Rachaduras invisíveis.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Christof Vonderau
O berlinense Christof Vonderau estará na abertura da São Leopoldo Fest no dia 24 de julho, às 11 horas. Ele executará algumas composições própria e depois se unirá ao grupo leopoldense “Buquezeiros” para tocar alguns dos mais conhecidos chorinhos de grandes compositores brasileiros. Além disso, haverá no espaço pensamento uma palestra de Vonderau sobre música e cinema.
O músico e compositor Christof Vonderau nasceu e vive em Berlim. Depois de aderir aos estudos clássicos em Berlim e também em outras cidades da Europa, passou dois anos no Brasil estudando e pesquisando a nossa cultura, como a literatura de Cordel, a cultura indígena e a música. Depois estudos na Universidade Livre de Berlim em ethnomusicologia, participou em diferentes projetos musicais e estudos com passagens por Nova York e Jamaica. Momento em que ele começou a desenvolver uma música expressiva e calma, resultando em cooperação com outros artistas e outras linguagens como o teatro e o cinema. Christof tem em seu currículo a produção de trilhas sonoras para mais de quarenta filmes de várias nacionalidades. Seu último trabalho foi o documentário My Father. My Uncle.
Já Individualmente, Christof lançou seu CD de estréia Polar (1996) - dedicado ao explorador dinamarquês Groenlândia Knud Rasmussen – que foi licenciado para vários documentários. Depois lançou o CD Cave paiting e seu último trabalho se chama Lightscape
Já Individualmente, Christof lançou seu CD de estréia Polar (1996) - dedicado ao explorador dinamarquês Groenlândia Knud Rasmussen – que foi licenciado para vários documentários. Depois lançou o CD Cave paiting e seu último trabalho se chama Lightscape
quinta-feira, 17 de junho de 2010
HOMO ERECTUS
MARCELINO FREIRE
Sabe o Homem que encontraram no gelo? Encontraram no gelo da Prússia? Enrolado? Os arqueólogos encontraram no gelo gelado da Prússia? Perto das colinas calcáreas da Prússia? O Homem feito um feto gelado, com sua vara de pesca? Sabe o Homem que encontraram? Com seu machado de pedra? O Homem que tinha cabeleira intacta? A arcada dentária? O Homem meio macaco? Funerário? Fossilizado na encosta que o engoliu? No tempo perdido? Você viu? Tetravô dos mamíferos do Brasil? O Homem vestígio? O Homem engolido pela terra primitiva? Da Era Quaternária, não sei? Secundária? Que caçava avestruz sem plumas? Caçava o cervo turfeiras? Javali e mastedonte? Ia aos mares fisgar celacanto? Rinoceronte? Sabe deste Homem? Irmão do Homem de Piltdown? Primo do Homem de Neandertal? Do velho Cro-Magnon? Do Homem de Mauer? Dos Incas, até? Dos Filhos do Sol? Das tribos da Guiné? O Homem de 100 mil anos antes de nossa era? Ou mais? Um milhão de eras? Homem com mandíbula de chimpanzé? Parecido o mais terrível dos répteis carnívoros do Cretáceo? Um mistério maior que este mistério? Navegador de jacaré? Não sabe? Homem desenterrado por acaso? Pelos viajantes, por acaso? Pela Paleontologia, não sabe? Visto nas costelas frias da Prússia, repito? Prússia renana, vá saber lá o que é isso? O Homem ressuscitado, você viu na TV? De ossos miúdos? Esmiuçados? Abertos para estudo? À visitação nos museus americanos? Como uma múmia sem roupa? Quase? Flagrada como se estivesse dormindo nas profundezas do mundo oceânico? O Homem embrionário? Das origens cavernosas da Humanidade? Sabe este Homem, não sabe? Pintado nas cavernas da Dordonha? Mesolítico? Nômade? Perdido? Este Homem dava o cu para outros homens. E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso.
Sabe o Homem que encontraram no gelo? Encontraram no gelo da Prússia? Enrolado? Os arqueólogos encontraram no gelo gelado da Prússia? Perto das colinas calcáreas da Prússia? O Homem feito um feto gelado, com sua vara de pesca? Sabe o Homem que encontraram? Com seu machado de pedra? O Homem que tinha cabeleira intacta? A arcada dentária? O Homem meio macaco? Funerário? Fossilizado na encosta que o engoliu? No tempo perdido? Você viu? Tetravô dos mamíferos do Brasil? O Homem vestígio? O Homem engolido pela terra primitiva? Da Era Quaternária, não sei? Secundária? Que caçava avestruz sem plumas? Caçava o cervo turfeiras? Javali e mastedonte? Ia aos mares fisgar celacanto? Rinoceronte? Sabe deste Homem? Irmão do Homem de Piltdown? Primo do Homem de Neandertal? Do velho Cro-Magnon? Do Homem de Mauer? Dos Incas, até? Dos Filhos do Sol? Das tribos da Guiné? O Homem de 100 mil anos antes de nossa era? Ou mais? Um milhão de eras? Homem com mandíbula de chimpanzé? Parecido o mais terrível dos répteis carnívoros do Cretáceo? Um mistério maior que este mistério? Navegador de jacaré? Não sabe? Homem desenterrado por acaso? Pelos viajantes, por acaso? Pela Paleontologia, não sabe? Visto nas costelas frias da Prússia, repito? Prússia renana, vá saber lá o que é isso? O Homem ressuscitado, você viu na TV? De ossos miúdos? Esmiuçados? Abertos para estudo? À visitação nos museus americanos? Como uma múmia sem roupa? Quase? Flagrada como se estivesse dormindo nas profundezas do mundo oceânico? O Homem embrionário? Das origens cavernosas da Humanidade? Sabe este Homem, não sabe? Pintado nas cavernas da Dordonha? Mesolítico? Nômade? Perdido? Este Homem dava o cu para outros homens. E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso.
Palpitações
Foi ao médico.
- O senhor fuma?
- ahhãn.
- O senhor bebe?
- Só quando fumo.
- Sexo?
- Só quando bebo.
- Anda se incomodando?
- Só quando me fodem.
- Anda nervoso?
- Quando me incomodo.
- E daí o que o senhor faz?
- Fumo, bebo e acabo fodendo alguém.
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
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